Lolitos se masturbando ou transando sempre renderam fortunas à indústria da pornografia gay. Agora imagine o frenesi causado por um sósia do astro teen do momento, dono de um rosto angelical e sorriso sacana, pênis grande e passivo, com uma estrela tatuada na bunda, topando fazer cenas de sexo sem camisinha.
Os produtores de filme pornô detonaram uma guerra suja para fisgar a galinha (ou franguinho) dos ovos de ouro. Pior: a disputa motivou um crime brutal, cujo julgamento começou nos EUA e pode terminar nos próximos dias em pena de morte.
Brent Corrigan, nome artístico de Sean Paul Lockhart, tem 22 anos e começou a fazer filme pornô gay antes dos 18. Dependendo do penteado, ele lembra um pouco o ator Zac Efron, galã de High School Musical. O dotadão foi descoberto pelo produtor da Cobra Video, Bryan Kocis, 44, que explorou a semelhança e fez Brent seu astro mais lucrativo, até com site próprio...
Mas o sucesso tem duas faces, e Kocis perdeu a vida de forma trágica. Em janeiro de 2007, ele levou 28 tiros, teve a garganta cortada e a casa incendiada, uma tentativa de apagar os vestígios do autor da barbárie.
A polícia investigou e descobriu que a disputa pelo passe do sósia de Zac Efron era o motivo do crime. Brent negociava fazer um filme com um outro produtor, o também ator pornô Harlow Cuadra, 27, que foi da Marinha e está sendo julgado por assassinato.
Para a produção sair do papel, Brent teria de pagar uma multa a Kocis por quebra de contrato. A solução encontrada foi matar o dono da Cobra Video. Assim Brent, festejado em revistas gays como a australiana "DNA", estaria livre para filmes milionários com Harlow.
Um erro primário denunciou o plano macabro. Segundo a acusação, Cuadra usou um e-mail falso, se passando de modelo interessado em fazer pornô, conseguindo assim marcar um encontro e entrar na casa da vítima. O IP do e-mail entregou Cuadra e o sócio Joseph Kerekes, 35, também seu ex-namorado.
Outro vacilo de Cuadra foi ter escrito uma carta detalhando um plano de defesa, indicando álibis. A carta foi interceptada e revelada no tribunal, na Pennsylvania. Brent já testemunhou e disse que Cuadra queria desesperadamente trabalhar com ele, mas o lolito negou participação no plano de matar o dono da Cobra e foi provado que ele não estava no local no dia do crime.
O julgamento de Cuadra virou sensação na mídia de lá devido aos bastidores da indústria do pornô gay, com cobertura diária sobre os detalhes picantes e sórdidos revelados nos depoimentos. Aguarda-se a sentença final.
No Brasil, os produtores do pornô também usam sósias de famosos, como o de Ronaldo. A "G Magazine" fez uma edição com um sósia do jogador evangélico Kaká. O sucesso foi tanto que empresários gays enlouquecidos com o fetiche da bola procuraram a revista insistentemente para conseguir o contato do rapaz e fazer propostas para transar com ele.
Às vezes, ser parecido com um famoso pode até render uns trocados. Mas o caso do lolito Brent mostra que isso também pode virar uma maldição.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário